17 de jan de 2013

então já faz 28 dias que o mundo não acabou.

18 dias que o ano começou

para esse ano, diferente dos anos anteriores, não fiz grandes planos ou metas absurdas. tracei alguns poucos objetivos, os quais sei que conseguirei cumprir com dedicação e esforço. e anotei alguns desejos, coisas fáceis também mas que requerem tempo e paciência... quem me conhece, sabe qual desses dois é o meu problema.

mas enfim, decidi adotar uma ideia muito legal que li em um dos vários blogs que leio (não lembro qual foi, desculpa).
o post falava sobre uma retrospectiva das coisas que tinham acotecido no ano anterior. a blogueira pegou um cofre/caixa/vidro e começou a anotar todas as coisas que aconteceram com ela durante o ano todo e colocou as anotações ali dentro. coisas significativas que às vezes, com o passar do tempo, a gente esquece... detalhes.

super adotei a ideia. essa será a meta.
já tenho dois bilhetinhos guardados dentro do meu cofrinho. janeiro de 2014 eu conto o que aconteceu...
e você, alguma meta para esse ano?


15 de jan de 2013

estou ouvindo nossa música favorita. 
eu sei que você não gosta, mas essa é a nossa música. 

lembras quando tu apareceste de surpresa? jamais imaginei que tu pudesses ir até lá apenas para me ver. eu sei o quanto tu detestas aquele lugar. meu corpo tremeu, as palavras sumiram e eu me perdi no mar azul dos teus olhos. tu ali parado fitando-me profundamente parou o meu ser. não ouvi mais quem conversava comigo, ignorei pessoas que ali estavam. esqueci o que estávamos comemorando. não consegui tirar da cara aquele sorriso ridículo de quem está no paraíso.

tu és louco. completamente louco eu diria. ir à um lugar que tu detestas, com pessoas que tu não conheces não me parece nem um pouco típico de tua espécie. talvez eu estivesse errada, claro. tu não fazes parte da 'tua' espécie. te comportaste muito bem, digno de um aventureiro maluco. talvez essa maluquisse tota tenha me chamado a atenção. não consigo parar de olhar nos teus olhos azuis. 

lembras quando vimos a lua juntos? aquele passeio foi uma mistura de ingenuidade com amizade com cumplicidade com um típico chá que eu não queria que acabasse nunca e com o doce mais doce de todos. teu sorriso contagia. tua voz suave encanta. tua fome de liberdade alimenta a minha alma.

tu és louco. não pensaste em nenhum momento sobre os perigos de me enfeitiçar dessa maneira. essa mania de querer fazer tudo sempre igual a mim: cantarolar, abraçar, gargalhar, viver e ser feliz... não é possível! é inaceitável que sonhemos na mesma direção, sendo que andamos em caminhos opostos.

lembras quando falamos de destino? que peça bem pregada heim. cá estou eu e minha memória teimosa, sendo atraiçoada em dias difícies, me fazendo lembrar que "tu fazes bater mais o lado esquerdo do meu peito".



14 de jan de 2013

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as pessoas são complicadas!

e eu sou a mais complicada de todas 
ou não sou uma pessoa,
 pois me entendo
 d e s c o m p l i c a d a m e n t e.

pessoas...

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13 de jan de 2013

é engraçado tentar fazer as mesmas coisas que eu costumava há alguns meses.
o café, meu aliado mais fiel agora me trai constantemente. não tem o mesmo sabor, nem o mesmo aroma... mesmo que muitos digam que o daqui é melhor. já não tenho mais o hábito de tomar muitas xícaras durante meu dia. uma abstinência que me mata a cada momento.
o clima é diferente, não carrego casaco, nunca. até o fazia no início, mas percebi que estava sendo tola ao levar o acompanhante desnecessário à tira colo. o calor me sufoca, não me deixa agir, ou pensar, ou correr... não tem para onde fugir.
as músicas... me arrependi da única vez que ouvi rádio, e às vezes me pego ouvindo músicas que um dia achei que estava enjoada. a boa e velha mpb sempre me acompanhou, mas isso é uma história muito a parte.
ando pela casa lembrando daquela que me pertenceu por um bom tempo. as paredes são diferentes, as janelas são grandes, a porta está sempre fechada e o silêncio impera. silêncio? nem lembrava mais o que significava isso. uma paz completamente desnecessária para o momento.
nunca mais fiquei horas pendurada no telefone... nunca mais precisei desesperadamente carregar o celular... esse por sinl, praticamente não toca.
a cerveja quase não bebo. sinto falta daquela preta me muito me acompanhou. que me aguentou, que me ajudou e que me derrumou... 
pegar o sol do meio dia nunca mais será possível. nem sentar no banco da praça para almoçar aquele baguete de frango apimentado. as bebidas vão no freezer e não na janela. no natal não tem neve. a família que escolhi está espalhada pelo mundo, anjos que chamo de amigos. aquelas festas estranhas me muita falta e voltar a pé para casa é algo que jamais farei aqui.
estou rodeada de saudade de coisas bobas que fazem toda a diferença. ausências transbordando para fora do meu peito...